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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Seconds ending

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Ainda sobre Seconds, e após o médico proferir as suas últimas palavras dirigas ao protagonista, you were my best creation, importa tentar perceber aquele último plano. Um homem passeia pela praia com uma criança às cavalitas.
Normalmente diz-se que no leito de morte as coisas mais importantes que se passaram na nossa vida surge-nos na mente como uma cadeia de flashbacks. Mas e no caso de se ter tido uma vida bastante vazia, como o protagonista em questão? Afinal de contas foi por isso que ele concordou em ter uma segunda oportunidade. Em viver outra vez, outra vida. Mas uma vez mais falhou. Terá sido este último plano um desses típicos flashbacks, mas desta feita materializado sob a forma das memórias que nunca tivemos e que gostaríamos de ter?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Seconds

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Um dos filmes mais subvalorizados dos anos 60, a par de Shock Corridor e The Naked Kiss. Mas a essas andanças já o pobre Fuller estava habituado.

Para além de todo aquele movimento de câmara e efeitos sonoros perturbadores - aliás o registo do filme é apresentado logo nos primeiros 2 minutos dos créditos iniciais e na consequente primeira cena -, o que é bom em Seconds é a sensação familiar de (in)sanidade de todos aqueles personagens, como se a vontade de morrer (ou imposição?) e renascer sob uma outra vida fosse como que um fim necessário ao ser humano de forma a corrigir o seu anterior percurso. E quando nessa segunda oportunidade também se falha?

É curioso hoje observar tantos exemplos de ditos artistas a tentarem beliscar o universo criado aqui por John Frankenheimer. Não necessariamente tanto pelo conteúdo mas pela forma. E falham, claro.