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sábado, 30 de abril de 2011

Ballad of Easy Rider

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É curioso observar Wim Wenders num filme de género, ou subgénero, como neste noir (ou neo-noir) O Amigo Americano. Mais curioso será dizer que facilmente se perceberia de quem seria este filme se não se soubesse o nome do realizador.
É recorrente num ou outro filme de Wenders a frase não se deve ter medo de nada senão do próprio medo, ou uma ligeira variação. No caso do realizador pode-se dizer que o medo que deve ser temido será o da criação desprovida de qualquer emoção, paixão, no fundo descartável, que torne os seus filmes comuns e "realizáveis" por qualquer um.
Mais um belo filme de Wenders com direito a participações especiais em homenagem à sua escola: Nicholas Ray, Samuel Fuller e Jean Eustache.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Seconds

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Um dos filmes mais subvalorizados dos anos 60, a par de Shock Corridor e The Naked Kiss. Mas a essas andanças já o pobre Fuller estava habituado.

Para além de todo aquele movimento de câmara e efeitos sonoros perturbadores - aliás o registo do filme é apresentado logo nos primeiros 2 minutos dos créditos iniciais e na consequente primeira cena -, o que é bom em Seconds é a sensação familiar de (in)sanidade de todos aqueles personagens, como se a vontade de morrer (ou imposição?) e renascer sob uma outra vida fosse como que um fim necessário ao ser humano de forma a corrigir o seu anterior percurso. E quando nessa segunda oportunidade também se falha?

É curioso hoje observar tantos exemplos de ditos artistas a tentarem beliscar o universo criado aqui por John Frankenheimer. Não necessariamente tanto pelo conteúdo mas pela forma. E falham, claro.