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terça-feira, 26 de abril de 2011

Da vida das marionetas

Photobucket

No filme de Bergman, durante terapia, fala-se sobre a força das palavras não só de forma geral como também especificamente sobre os desejos mais íntimos de cada um. Se não expressar a minha ansiedade por palavras, ela permanece irreal. Uma vez ditas as palavras, ela torna-se manifesta.

Estabeleça-se então um raccord com o comentário anterior sobre Alice in the Cities. De salientar que esta ordem é a correcta, já que o filme de Wenders, curiosamente, antecede o de Bergman.

sábado, 23 de abril de 2011

Träume

Photobucket

Ao longo de Alice in the Cities é frequente o protagonista tirar fotografias de coisas talvez insignificantes dos locais por onde passa. Apesar da insistência, diz ele que por mais que se tente as fotografias nunca mostram exactamente aquilo que os olhos vêem e, consequentemente, a realidade. Talvez por essa sua insistência, a da busca pelo real, a certa altura a pequena Alice tira-lhe uma fotografia, para pelo menos ele saber que existe. Existência essa curiosamente interligada com o jogo da forca que ambos jogam no avião. Alice perde porque não adivinha a palavra "sonho". Só valem palavras que existam. Não serão os sonhos tão ou mais reais do que reproduções de momentos que não existiram?